Transformar para Inovar - Seminário de Abordagem e Cultura Digital
A sala de aula é um espaço de
interação, inovação e coletividade, onde os principais agentes - Professor e
Estudante - devem manter uma relação equilibrada e favorável direcionada à
valorização dos conhecimentos prévios de cada um, para que assim, por meio de
novos diálogos, ocorra a construção de saberes que promovam o desenvolvimento
de uma autonomia cidadã dentro e fora do âmbito escolar.
A
partir da flexibilização entre tempo e espaço, o senso de criatividade surge como
importante ferramenta de compartilhamento das novas tecnologias (de empatia)
que abrem portas às perspectivas sócio educacionais e de aprendizagem desenvolvidas
por meio de aspectos que envolvem a continuidade e democracia no enriquecimento
de informações diversificadas.
O
conflito entre cultura oral e digital está representado pela ideia de abertura
e descentralização do sujeito como único atuante em questões autorais, na qual perspectivas
de escrita colaborativa, construção de uma nova rede de aprendizagem, uso das
novas Tecnologias de Aprendizagem e Convivência (TAC) e da Tecnologia de
Informação e Comunicação (TIC), a discussão sobre o cenário da presença da
Escola na Educação e vice-versa, o desenvolvimento de práticas docentes
inovadoras não violentas dentro do âmbito escolar, dentre outros fatores aplicáveis
no meio sócio-tecnológico-educacional promovem “essa interlocução” entre o
surgimento de novos processos escolares e a presença de um indivíduo mais
inteiro neste espaço.
http://pensareducacaonline.blogspot.com.br/2015/10/a-escola-e-cultura-digital.html
Devemos pensar na Escola que
vivemos e temos, a partir de uma descentralização dos relacionamentos em todos
os sentidos, como uma das múltiplas unidades de transmissão humana e de
construção do conhecimento; é nela que se deve identificar o mediador e
facilitador dos procedimentos que envolvem o cenário educacional, onde o ponto
de partida é determinar “um criador” de problemas que reflita tanto as
necessidades do Professor quanto dos estudantes, uma vez que a condução dos
questionamentos apresentados são (ou devem) ser aplicados de forma humanizada e
estratégica.
Sabemos
que há uma lógica da performance e de produção que mantêm o sistema social,
porém, ao mesmo tempo, devemos desenvolver e aplicar os Recursos Educacionais
Abertos (REA) que contemplam as experiências dos estudantes e seus
conhecimentos a partir da construção e compartilhamento de informações, sendo
uma Educação “por significado”, pois é necessário que se valorize os interesses
e a potência natural de cada ser, dentro e fora de suas habilidades natas.
Logo,
o espaço da tecnologia adentra-se nessa perspectiva de construção de novos
processos interessados que envolvem os estudantes, considerando o que gostam de
fazer e não o que são obrigados a realizar, pois assim, possibilita o
desenvolvimento de uma estrutura linear e flexível no ensino. A Educação
Problematizadora e o Professor Transformador entram neste meio a partir da
associação das diferentes práticas de aprendizagem e de experiência. O
movimento dos Softwares Livres também influencia nessa dinâmica de forma direta,
no momento que abordagens inovadoras transformam a tecnologia (como prática e
conceito) na criatividade e ideologia humana, alimentando pessoas de maneira positiva
com a adoção de atitudes reflexivas.
O
Computador, por exemplo, atua como um espaço de registro autônomo e de
interação que envolve políticas públicas direcionadas à criação de materiais
independentes por meio da autonomia de edição e construção de novas abordagens
democráticas e inovadoras. Portanto, a Máquina à Serviço do Bem, segundo
concepções de Paulo Freire, deve ser a implantação da Tecnologia em prol de uma
Educação que transforme o estudante, retirando-o das concepções Bancárias, onde
apenas se torna “o recebedor de informações”, sem que haja a observação e
conflitos em nível intelectual e até mesmo emocional, viabilizando um sentido as
práticas educacionais permeadas a questões culturais e históricas de formação
dos professores e alunos.
http://culturadigital.br/contraculturadigital/2010/11/17/tags-apresentacao-forum-da-cultura-digital/
A Educação Problematizadora e o
movimento de Software Livre permeiam os seguintes aspectos: diálogo, autonomia,
compartilhamento, transformação social, inovação, impactos sociais, estímulos da
produção social, descentralização dos materiais que desloca o ideal de
liberdade e autoria com a questão do pertencimento, busca dos homens como seres
humanos partindo de uma concepção humanizada, ação criada no poder criador,
pensamento autêntico no sentido de liberdade, superação da domesticação social
da Educação e Linguagem, “retorno” ao sentido de pertencimento de nação,
desenvolvimento da lógica dos saberes (em comum) dentro da perspectiva dos
Hacker’s quanto ao seu papel social, dentre
outros fatores que resultam em processos focados na construção de ideais
libertadores como um todo.
A
cultura Hacker e seus princípios éticos, dentro da abordagem libertadora e não
opressiva da Educação envolve perspectivas de abertura com livre acesso às
informações e programas, além da descentralização que promove a melhoria
contínua do processo de ensino-aprendizagem. A escola deve ser considerada um
Hackerspace, onde são promovidas ideias sobre conexões e intertextualidades
entre os diversos espaços que a instituição é influenciada como a comunidade
interna e externa.
A
criação de murais colaborativos que trabalham com narrativas orais e visuais, a
submissão de inovar e desestabilizar a Educação na cultura Hacker, o respeito
dos saberes dos estudantes, a constelação semântica estabelecida pela teia de
ideias que se interconectam e a percepção do aluno quanto produtor de seus
ideais, se desdobra sobre a questão do Behaviorismo como ação programada num
curto espaço de tempo e “cutuca” o professor em relação à Resistência, Utopia e
Valorização abrindo portas para uma transformação total, não somente como
profissional, mas também, como ser humano e não objeto.
http://culturadigital.br/raphaelfillipe/digital-portal-brasil/
O trabalho com a escrita
colaborativa, experiências e inteligências coletivas é utilizado pela potência
de redes dentro da possibilidade de construção dos saberes e vivências, sendo
determinada pela participação ativa e autônoma dos cidadãos numa sociedade
descentralizadora, a partir dos processos que envolvam a ressignificação e
alterem o mapa operada pela cultura de massa. O enraizamento da geografia
física pelas redes se dão através das relações próximas, sendo redefinidas por
questões emocionais e de interesses comuns.
O
processo de aprendizagem do conhecimento é considerado o mais válido para a
Inteligência Coletiva, pois conduz o uso das ferramentas digitais, preocupando-se
pedagogicamente com as redefinições e ações dela dentro e fora da escola.
Portanto, a criação deve ser pensada como um anticorpo para a mudança, pois
apoiará práticas culturais específicas e de transformação na vida das pessoas e
de seu grupo social.
Como Roland Barthes afirma, em
Aula (1977), “Não é propriamente o desejo
que está na origem do saber, mas a necessidade”, o homem deve deslocar o
seu conhecimento para o território da experimentação, onde a vontade e o
interesse que atendem nossas expectativas precisam ser postas em detrimento à
preocupação com o que diz o povo.
Logo, o indivíduo percebe que o ausente se faz presente quando o alguém o sente.
E o perceber como inovação deve ser reinventado continuamente, assim como a
Escola e tudo que a envolve.
Bibliografias:
SERAFIM, Maria Lúcia; SOUSA,
Robson Pequeno de. Multimídia na
Educação: o vídeo digital integrado ao contexto escolar. In: Tecnologias
digitais na educação/Robson Pequeno de Sousa, Filomena da M. C da S. C. Moita,
Ana Beatriz Gomes Carvalho (Organizadores). - Campina Grande: EDUEPB, 2011.
Link (acessado
em 24/09/2017 às 20:24h) para acesso à obra: https://static.scielo.org/scielobooks/6pdyn/pdf/sousa-9788578791247.pdf
CHAVES, Eduardo O. C. A Tecnologia e a Educação (Trad. Distance Teaching and
Technology-Mediated Learning: A Brief Discussion", Invited Paper. In: Proceedings of the International Conference
on Engineering and Computing Education (ICECE), Rio de Janeiro, Agosto de
1999.
Link (acessado em 24/09/2017 às 19:39h) para acesso ao Artigo: http://smeduquedecaxias.rj.gov.br/nead/Biblioteca/Forma%C3%A7%C3%A3o%20Continuada/Tecnologia/chaves-tecnologia.pdf
KLEIS, Larissa. O futuro da educação e do mercado EaD
movido pela revolução digital. In: Notícias Campo Virtual Estácio. Agosto,
2017.
Link (acessado em 19/09/2017 às 09:40h) para acesso à matéria: http://www.delinea.com.br/o-futuro-da-educacao-e-do-mercado-ead-movido-pela-revolucao-digital/
Observação: O Link
disponível na Universidade Estácio de Sá é filtrado aos alunos do Campus
Virtual. Desta forma, selecionamos o link do Site Corporativo da Empresa Delinea,
responsável pela criação e compartilhamento do material na Internet e à UNESA.
Blog Pensar Educação Online e em Rede
Assessoria e Consultoria em
Educação Online e em Rede e Educação Corporativa EAD. Elaboração de Conteúdo e
Desenvolvimento de Material Didático Digital: Disciplinas, Videoaulas, Games e
e-Books. Formação de Professores. Análise de Redes Sociais na Educação - Profa
Dra Cristiane Koehler.
Link (acessado em 01/10/2017 às 19:00h): http://pensareducacaonline.blogspot.com.br/
Blog de Informação – Cultura Digital
Cultura Nacional – Cultura Digital
– 20 de Maio – Autor: Raphael Fillipe
Link (acessado em 01/10/2017 às 19:25h): http://culturadigital.br/raphaelfillipe/digital-portal-brasil/



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